Lui / Conceito Criativo

Faz 10 anos que o iPhone promoveu a revolução da conectividade e as marcas ainda não aprenderam a extrair o máximo do que isso pode trazer e reverter para elas.

É fato. Por mais que você tente (você tenta?) se informar e acompanhar as mudanças, elas estão acontecendo mais rápido do que você. No caso da gestão estratégica e tecnológica das suas marcas então, você anda tomando um banho da realidade, certo?

Má notícia? Vai piorar. E vai piorar porque a conectividade vai se acelerar muito mais e você corre o sério risco de ficar muito, mas muito mais para trás do que já está hoje. Suas marcas idem.

Boa notícia? Você está longe de ser o único. A maior parte dos gestores de marketing não só aqui no Brasil, mas em todos os lugares do mundo, está na mesma, convivendo com um misto de sensações que vão do … “não sei o que está acontecendo, mas não posso admitir nem para o meu espelho, quanto mais lá na firma”, até … “ferrô! Perdi. Não vou conseguir acompanhar nunca mais”.

Raros os que não estão entre uma coisa e outra coisa. Os que acham que não estão, bom, esses já são carta fora do baralho. De fato, não sabem nem que não sabem.

Admitir que não sabe é o primeiro passo para buscar o tempo perdido ou minimamente estar municiado com o arsenal básico necessário para enfrentar o hoje e o que vem por aí.

A conectividade se transformará em hiper-conectividade quando o 5G se tornar mainstream. Isso vai começar a acontecer em 2020 e vai se tornar realidade bastante palpável em 2025. E o loop que vai nos levar até lá já começou.

O 5G vai conectar tudo e todos de uma forma que nem conseguimos imaginar hoje. Comece por favor a ler tudo sobre isso. Vá a eventos do outro lado do mundo para entender o que é isso. Fale com pessoas de tecnologia e mundo telecom sobre isso. Acompanhe e veja como empresas de ponta estão se preparando para isso.

Uma dica boa é entrar no You Tube e assistir todas as palestras de Massayoshi Son, sócio-fundador e CEO e do SoftBank. Ele sabe de tudo e está colocando a empresa dele no rumo do que chamamos de exponencialidade, que é a velocidade mais que acelerada que as coisas vão assumir com o aumento da capacidade de processamento de dados, a inteligência artificial e a hiper-conectividade.

Aqui vai um resuminho hiper-resumido das frentes em que você e sua marca precisam se conectar, para não perder a onda da hiper-conexão.

Lojas – Todas as lojas serão conectadas por devices móveis e pontos de conexão física no próprio ponto de venda. Mas você não está entendendo, conectadas mesmo, não o que vemos hoje com os beacons. A realidade do filme A.I., em que o personagem do ator Tom Cruise entra numa loja e é bombardeado pela hiper-conectividade de um mundo em que a inteligência artificial atingiu o estado da arte, vai de fato se transformar em algo real. Comece a imaginar desde já o que sua marca pode fazer em um ambiente assim na Black Friday do futuro.

Ruas – Um sem fim de pontos conectados espalhados pelas cidades vai criar uma malha de hiper-conexão que por sua vez vai integrar pessoas, carros e transporte urbano, tudo geolocalizado em tempo real. Idem os pontos de mídia Out of Home. Tá na hora de você começara imaginar como vai ser seu briefing para sua agência criar uma campanha para um outdoor hiper-conectado com as pessoas que passam na frente dele, mudando a mensagem para cada passante de forma personalizada, em tempo real.

Casas – Sua casa, o edifício físico em si e tudo o que estiver dentro dela, você inclusive, estarão também conectados entre si e aquela história da geladeira fazer as compras do supermercado e pedir para entregar em sua casa, com o serviço de drones da Amazon, claro, vai se tornar realidade nos próximos 5 anos, não muito mais que isso.

Coisas – Bom, essa é barbada. A Internet das Coisas será a internet de todas as coisas e tudo vai estar conectado. Sua marca deverá estar também.

Carros – Barbada idem. Empresas como Starbucks e Macy´s, para citar só duas, estão já experimentando as tecnologias hoje disponíveis para integrar carros e suas lojas de rua, antecipando pedidos, promovendo entregas nas lojas físicas de pedidos feitos do mundo virtual, com o consumidor em movimento e geolocalizado e retirando as mercadorias como um Big Mac no serviço de deliver.

Pessoas – Vamos todos ser chipados. E assim, seremos todos detectáveis. Leia mais sobre o mundo de healthtech e surpreenda-se como existe já hoje uma massa considerável de pessoas chipadas para que seus médicos acompanhem remotamente sua situação biológica completa. Checkup always on. Da saúde isso vai saltar para o mundo da comunicação e sua marca deverá pegar uma boa carona nisso.

Bom, a hiper-conectividade bate a nossa porta. Plugue-se nela ontem e esteja preparado para não estar preparado nunca mais, mas aproveitando tudo o que for possível num mundo que será exponencial em breve.

Fonte: Innovation Insider