Lui / Conceito Criativo

Por Bruno Perin

Hoje cheguei a uma conclusão um tanto quanto normal, mas, ao mesmo tempo, diferente. Eu sabia da importância de ter uma grande missão, entendia o fato de lutar por algo que acreditava, mas tive um verdadeiro insight enquanto lia um livro do Howard Schultz (CEO do Startubucks). 

A forma como ele descrevia sua paixão pelo café era como se ele tivesse conhecido o grande amor da sua vida: eram detalhes, minuciosos, quase como se eu estivesse conhecendo um café que nunca tinha visto – e olha que eu adoro café. 
Mas, a ideia por trás da ação é que o café daria um gás a mais para as pessoas aproveitarem os seus dias, levando em conta a importância do ambiente à volta para elas se conectarem, terem uma nova experiência, um novo lar. 

Era tão extraordinário o que poderia vir do café, mas foi aí que me dei conta: quem disse que foi do café? 

Muitos devem ver a história dele e pensar no que ele conquistou, seus segredos de gestão, sua visão de oportunidades, o marketing ousado, a importância que deu à qualificação da equipe e a maioria inveja o império que ele construiu. Mas, o que realmente me chamou a atenção foi o quão apaixonado Schultz era pela ideia de o café perfeito poder mudar nossas vidas. 
Claro que é legal todo o legado que ele está construindo, mas acredito que não há nada no mundo que traga mais satisfação que um amor tão profundo por algo que fará bem. 

Comecei a pensar em diversas histórias interessantes, como a da paixão do Roberto Vascon por bolsas, o que transformou sua vida e realidade. Outro exemplo é o Samir do Qranio que é a pessoa mais apaixonada por uma empresa que já vi. 

O que notei desses empreendedores é que toda essa série de conquistas, bens, dinheiro, fama e tudo o que veio dos seus negócios nada mais foram que os filhos do casamento perfeito. Não que o casamento perfeito seja à prova de falhas, ou um romance do Walt Disney, mas é aquele em que o casal, independente de todas as diferenças, questionamentos, problemas e decepções, no final do dia quer dormir junto para saber que amanhã começarão novamente. 

E foi aí que questionei: "Será que você realmente já se apaixonou?”. Não estou falando aqui do relacionamento amoroso entre pessoas, mas sim de um senso de propósito para fazer a diferença no mundo. 

Eu notei que aprendi a dizer “eu te amo” para o conhecimento. É estranho até, mas o que mais me deixa feliz é desvendar uma ideia nova, aprender algo inusitado e passar para o mundo. É ver que uma pessoa está fazendo a diferença com aquilo que consegui perceber e que posso ajudá-la a se questionar, adaptar-se, avançar... Foi perceber que um novo negócio está surgindo ou causando mais impacto no mundo, por uma constatação que tive após tantas horas pensando. 

E, novamente, a minha grande paixão descrita acima me levou a chegar neste ponto e perguntar: "Você encontrou esse amor da sua vida?”.

Dizem que não existe força maior, pois não ter medo nos faz superar limites, mas o amor nos faz ultrapassar o impossível. Desta forma, é preciso verificar se estamos apaixonados pelo dinheiro, fama, status ou algo maior.

Na próxima vez que ver uma história dessas, perceba o que realmente te causa uma certa inveja ou admiração. O que você gostaria de ter por você.

Obs.: se for ler a história do Starbucks, a paixão de Schultz pelo café é tão forte que você deve se preparar para tomar um litro a cada 20 páginas. Sim, e evite ler à noite.

Fonte: Portal Administradores